O que é lombalgia?

   

Quem tem lombalgia?

   

Quais são as causas da dor lombar?

   

Quais são os sintomas mais comuns?

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Como é feito o diagnóstico da lombalgia?

   

Qual é o seu tratamento?

   

Quando a cirurgia é necessária?

   

Como é feita a reabilitação do paciente com lombalgia?

 

Como é feito o diagnóstico da lombalgia?


 A avaliação clínica adequada é indispensável para o diagnóstico apropriado e consequentemente um melhor tratamento. Essa avaliação é composta pela anamnese e o exame físico do paciente. A anamnese é uma conversa o especialista aonde fatos importantes para o diagnóstico são esclarecidos. Algumas perguntas importantes que devem fazer parte da consulta são:

  • Quando a dor começou?
  • A dor se irradia?
  • Existe alguma alteração de sensibilidade ou força?
  • Algum fator desencadeia a dor?
  • Algum fator de melhora ou piora da dor?
  • Existe relação com o trabalho ou atividade física?
  • Como o paciente trata a crise de dor?

O exame físico se inicia observando a postura do paciente buscando alterações que indiquem uma postura viciosa ou antálgica, O passo seguinte consiste em solicitar que o paciente execute movimentos do tronco como a flexão, extensão, lateralização e rotação. A palpação em busca dos pontos dolorosos é feita se buscando lesões musculares. Uma avaliação neurológica deve ser feita com análise dos reflexos, da força muscular, da sensibilidade e da distribuição da dor. 


Quando o paciente tem mais de 50 anos, sofreu um trauma, apresenta alterações neurológicas, suspeita de doença tumoral ou histórias de crise repetidas a radiografia simples é indicada. O estudo radiográfico pode incluir as incidências frontal, lateral e oblíqua.  O Rx pode sugerir lesões ósseas com diminuição do espaço intervertebral, fraturas, formação de osteófitos (“bicos de papagaio”) e sinais de osteoartrose e tumores. Além de fornecer dados objetivos a respeito do alinhamento da coluna lombossacra.


A avaliação por tomografia computadorizada ou ressonância magnética deve ser feita em pacientes que apresentem sinais neurológicos, principalmente se progressivos mesmo com um estudo radiográfico normal. Estes estudos podem mostrar alterações nos discos intervertebrais como abaulamentos e herniações, alterações nas estruturas ligamentares e no sistema nervoso.


Se houver sinais de lesão do sistema nervoso um teste chamado eletroneuromiografia pode ser pedido pelo seu especialista para avaliar a velocidade de resposta dos nervos se não existir uma clara correlação entre os achados dos exames de imagem e os sintomas e alterações do exame físico.


Outros exames que podem ser requisitados:

  • Discografia: Procedimento feito no centro cirúrgico de maneira estéril, aonde é injetado contraste no disco intervertebral suspeito e avaliado sob condições especiais (fluoroscopia). É feito para se certificar que o disco avaliado causa a dor a ser tratada.

  • Mielografia: Exame feito no centro cirúrgico de maneira estéril, em que um contraste especial é injetado no espaço ao redor da medula espinhal tornando-a visível em estudos radiográficos. É feito para se encontrar possíveis pontos de compressão do sistema nervoso. Cada vez tem sido menos usado pelos riscos da administração de contrastes e dificuldade de análise dos resultados para certas patologias.

  • Cintilografia Óssea: Técnica utilizada para criar imagens de computador dos ossos do corpo. Exame em que uma pequena quantidade de material radioativo é injetada no sistema sanguíneo chegando aos ossos sendo detectada por um “scanner”. Exame que auxilia na detecção de algumas patologias como fraturas, osteoartrose e infecções.

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